Com R$ 192 bilhões em 2018, mercado de fusões e aquisições promete crescimento em 2019 – iCrowdNewswire
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Aug 30, 2019 11:20 AM ET

Com R$ 192 bilhões em 2018, mercado de fusões e aquisições promete crescimento em 2019


iCrowd Newswire - Aug 30, 2019

O ano de 2019 vem sendo movimentado no que tange a fusões e aquisições. No primeiro trimestre, 250 destas operações foram registradas no Brasil, de acordo com levantamento da KPMG divulgado pelo Valor Investe.

Já a consultoria PwC ressalta que o mês de janeiro apresentou aumento de 13% nas transações desta natureza. A empresa também indica que há um movimento de retomada da confiança dos investidores, e que o setor de tecnologia tem chamado bastante atenção, tendo iniciado o ano com preferência em M&A: foram 14 transações da área anunciadas só no primeiro mês de 2019.

Levantamento da Transactional Track Record, em parceria com a LexisNexis e TozziniFreire Advogados, por sua vez, indica que, só no ano passado, o volume financeiro destas movimentações chegou a R$ 192,4 bilhões.

Conforme o especialista Droander Martins, CEO da IPv7 Soluções Inteligentes e da Vispe Capital, para entender este mercado, que remete a operações envolvendo compra, venda ou fusão entre diferentes empresas, é importante saber que o movimento vem de longe.

“Entre os anos 80 e 90, iniciou-se um processo de expansão internacional econômica, financeira e produtiva, potencializada pela globalização e pela Internet. Empresas que não quisessem perder a competitividade foram obrigadas a se reinventar. Algumas delas, unindo forças, ou comprando umas às outras. Deste modo, fusões e aquisições passaram a receber mais atenção”, rememora o executivo.

Dentro deste universo, Martins traz também uma equação pouco comum: 1+1=3. Segundo ele, do ponto de vista de M&A (Mergers and Acquisitions), isso faz todo o sentido. Tomando como exemplo o mercado de Internet, o executivo ressalta que, caso dois provedores individualmente sejam avaliados em, digamos, R$ 1 milhão cada um, ao se fundirem seu valor associado poderá aumentar para, talvez, R$ 3 milhões.

“Agora, este grupo constitui uma empresa com mais força em vários aspectos. Haverá incremento da carteira de clientes, possibilidade de ótimas negociações em processos de compras, novas condições de divulgação de marketing, entre outras melhorias”, explica.

Mas então, em um caso como este, quanto vale o provedor? A resposta, conforme o especialista, vem por meio da realização de um processo denominado de “valuation”, no qual é importante contar com um advisor M&A, ou seja, um profissional ou empresa que preste assessoria a outras organizações em processos de venda, fusão, aquisição, cisão, captação de recursos, incorporação e operação.

Responsável por acompanhar e organizar toda a operação de M&A, o advisor cuida de aspectos que vão desde a determinação do modelo, estrutura da negociação, estudo de mercado e dos negócios, até a busca por interessados (prospects) e atuação na elaboração do valuation, liderando todo o processo – o que inclui questões de negociação. Geralmente, a remuneração deste profissional ou empresa se dará por um valor percentual no processo da negociação.

“Vários são os motivos para que seja realizado um processo de M&A, que podem ser estratégicos, financeiros ou de caráter pessoal dos sócios. Questões estratégicas são aquelas que têm por objetivo melhorar questões relativas à competitividade do provedor no mercado”, avalia o CEO.

Ainda conforme o executivo, em todos os processos desta natureza, seja no mercado de Internet, seja em outros, os proprietários das empresas envolvidas precisam estar cientes de alguns pontos.

Entre eles, o fato de que irão participar de algo maior. Conforme o especialista, a “filosofia diferente dos sócios que, de fato, estão comprometidos com a operação, visando um bem maior” deve prevalecer para favorecer o “crescimento da nova empresa e das pessoas envolvidas, além dos novos empregos que irão gerar”.

Para o executivo, o importante, em processos de M&A, é avaliar os resultados para todos os envolvidos. Os benefícios, bem como responsabilidades, devem ser entendidos como compartilhados. O todo é mais forte do que o individual, neste sentido.








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