- iCrowdNewswire
  • Spain
  • Brazil
  • Russia
  • France
  • Germany
  • China
  • Korea
  • Japan
 
x

RSS Newsfeeds

See all RSS Newsfeeds

Mar 14, 2018 6:40 PM ET

Universidade americana oferece mestrado a distância em português

iCrowdNewswire - Mar 14, 2018

Conhecimento é poder. Essa frase sempre fez sentido, mas nos últimos anos, quando o Brasil se viu diante de uma grave crise econômica, ela ganhou ainda mais força. Mais do que nunca, hoje, quem tiver acesso ao conhecimento de qualidade tem muito mais chances de garantir uma vaga no mercado de trabalho (e não fazer parte dos 13 milhões de desempregados atuais), além de ser bonificado com um salário muito maior do que o dos outros profissionais. Especialmente porque o Ensino Superior ainda é privilégio de poucos.Dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostram que apenas 14% dos adultos do Brasil chegam até o Ensino Superior. Países próximos possuem níveis maiores de estudo, como Chile (21%), Colômbia (22%) e Costa Rica (23%).

 

As gerações de brasileiros mais jovens (entre 25 e 34 anos) fazem parte de um índice um pouco maior, 16%, mas o número ainda fica abaixo da média. Já entre adultos (entre 55 e 64 anos), o percentual do Ensino Superior é de apenas 11%. Uma grande desvantagem é que esses baixos índices refletem nos salários.

 

Ainda conforme a OCDE, hoje em dia, quem tem Ensino Superior no Brasil ganha mais do que o dobro do que os que têm apenas Ensino Médio. Já quem tem mestrado e doutorado chega a ganhar até quatro vezes mais. Além disso, quem faz mestrado ou doutorado tem mais garantia de trabalho. De acordo com o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), quase 75% dos doutores e 65% dos mestres estão empregados.

 

Infelizmente, o número de brasileiros que ingressam nos programas acadêmicos de mestrado e doutorado ainda é muito baixo: menos de 0,5% da população tem um diploma de mestre ou doutor. Mais do que perda de oportunidade e remuneração, todo o país sofre com isso, pois esse baixo índice causa impacto na produção científica e impede inovações.

 

O alto custo e a falta de tempo são apontados como dois grandes motivos que impedem o ingresso no Ensino Superior. Nesse cenário surgiram os Cursos a Distância, que vêm ganhando força a cada ano (crescem numa velocidade acelerada de 7,5% ao ano no mundo todo). Afinal, no passado, a única forma de matricular-se em um mestrado ou doutorado em uma universidade conceituada no Exterior era por meio de cursos presenciais. Hoje em dia, basta ter acesso à internet, graças ao EAD (Ensino a Distância).

 

Os cursos a distância aparecem como uma boa saída para quem quer investir na sua educação mas tem uma agenda corrida. E o investimento financeiro neles é bem menor do que em um curso presencial: cursos de graduação online custam cerca de 30% do que custaria um curso presencial na mesma universidade. Hoje, conceituadas universidades americanas, inglesas, chinesas, dentre outras, possuem cursos regulares de mestrados e doutorados a distância. Michigan, Harvard, MIT, Alcalá de Henares, Sorbonne, são exemplos de universidades que possuem milhares de estudantes espalhados pelo o mundo com acesso aos conteúdos educacionais que antes eram obtidos apenas por pessoas com maior poder aquisitivo.

 

As universidades que oferecem ensino a distância trabalham com cursos online em massa e abertos (a sigla, em inglês, é Moocs). Um outro exemplo bem conhecido é a universidade Minerva, de São Francisco, faculdade do Vale do Silício, que não tem mais salas de aula e pretende revolucionar a educação. Ou a recém-lançada Miami University of Science and Technology (Must), apresentada como a primeira universidade dos Estados Unidos voltada para estudantes brasileiros. Revolucionar (e tornar acessível) são os mesmos objetivos da norte-americana Atenas College, que conta com um reitor brasileiro, o professor Hiram de Melo Gonçalves. A Atenas desenvolveu cursos a distância voltados ao público que fala português. “Agora, a língua e a distância não são mais obstáculos aos nossos mestrandos.

 

Além de mestrados na língua inglesa e espanhola, a Atenas possui cursos de mestrados com a equipe acadêmica formada por professores doutores brasileiros e portugueses, que possuem a visão global, mas conhecem a cultura dos países que falam o português,” explica o professor Hiram. A Atenas, que tem um campus virtual, lançou mestrados em várias áreas. Para isso, estabeleceu convênio acadêmico de dupla titulação, na pós-graduação, com a Universidade Cândido Mendes, do Rio de Janeiro, e, na graduação, com a Faculdade Horizonte, de Brasília, bem como convênio de cooperação científica com a Agência de Desenvolvimento Sustentável (ADS) do Estado do Amazonas.

 

“A educação a distância tem o poder de democratizar a educação de qualidade” afirma Marcelo Barbosa, presidente do Conselho de Administração da Atenas College, que também é brasileiro. A Atenas College elaborou esse projeto para atender aos estudantes de outros países por perceber que poucos têm o domínio de uma segunda língua, além de perceber que existe uma grande demanda de pessoas que desejam fazer mestrados e doutorados, mas, por uma série de questões, não conseguem deixar o país.

 

Com lançamento de sua plataforma em outras línguas inclusive na língua portuguesa, juntamente com seu programa de ensino inovador, a Atenas promete alcançar as grandes expectativas do público acadêmico brasileiro que almeja um diploma internacional. Para estes, a língua, a distância e o custo já não serão mais obstáculos para um ensino de qualidade, nem para um mestrado no Exterior.

Via iCrowdNewswire
Tags: , Wire
View Related News >